domingo, 10 de janeiro de 2016

Novo ano, vida nova?




Fonte: Daily Dawdle


Em primeiro lugar desejo a todos um Feliz 2016!  Que este ano traga as mudanças que queremos para as nossas vidas, afinal de contas tivemos todo um ano para pensar nelas, não é verdade?

O ano passado terminou com a cimeira de Paris, cimeira onde participaram 195 países. Esta elevada participação deveu-se à gravidade da situação actual do nosso planeta. 

Depois de anos de negociações um acordo histórico para conter o aquecimento global foi aprovado em Paris. Os representantes de 195 países disseram “sim” a um novo tratado internacional, que envolverá todas as nações num esforço colectivo para tentar conter a subida da temperatura do planeta a 1,5ºC. Se ao acordo for cumprido, estima-se que na segunda metade deste século o mundo terá praticamente abandonado os combustíveis fósseis e as emissões que restarem de gases com efeito de estufa serão anuladas.

A base do acordo são planos nacionais, a apresentar a cada cinco anos por todos os países, contendo a sua contribuição para a luta contra o aquecimento global. É uma abordagem duplamente diferente da que havia até agora na diplomacia climática. Não há metas impostas aos países, são eles que decidem o que fazer. E todos têm de participar, e não apenas os países desenvolvidos, embora estes tenham de liderar os esforços na redução de emissões de gases com efeito de estufa. 

É a primeira vez que surge um acordo internacional, com força legal, a vincular todos os países a fazerem esforços para conter as suas emissões. Um mecanismo de monitorização e reforço destes planos vai ser colocado em prática, para assegurar que o limite de subida dos termómetros não será ultrapassado. E os países desenvolvidos prometem ampliar a ajuda às nações mais vulneráveis.

Dos pontos essenciais do acordo, a referência ao limite de 1,5ºC é um dos principais avanços. Até agora, o que estava acordado internacionalmente era uma meta de 2ºC. 

As promessas de curto prazo, até 2030, já apresentadas pelos países põem, por ora, os termómetros rumo a um aumento de cerca de 3ºC. O processo de revisão previsto no novo acordo procurará aumentar a sua ambição. “O acordo sozinho não nos tirará do buraco em que estamos, mas faz que a subida seja menos íngreme”, entende Kumi Naidoo, da Greenpeace. “Com o Acordo de Paris, Portugal irá ter de rever também a sua política climática e energética”, sustenta a associação ambientalista Quercus, num comunicado. O Acordo de Paris contém partes legalmente vinculativas e outras que não o são. A elaboração dos planos nacionais e a sua monitorização e revisão, por exemplo, são mandatórias. Mas as metas ali inscritas, não. O texto do acordo foi cuidadosamente elaborado para evitar vinculações legais que obrigassem à sua aprovação por dois terços do Senado norte-americano, uma maioria impossível de se conseguir. O documento agora será aberto à subscrição formal dos países no dia 22 de Abril de 2016 – Dia da Terra. Para passar a ter força legal, tem de ser ratificado ou aceite por pelo menos 55 nações, representando no mínimo 55% das emissões globais de gases com efeito de estufa. As suas disposições só entram em vigor em 2020.
Fonte: Jornal Público

Quem me conhece sabe que não tenho religião, mas li recentemente uma leitura do Papa Francisco que me parece ser muito interessante e adequada à situação em que vivemos:

"Dado que tudo está intimamente relacionado e que os problemas actuais requerem um olhar que tenha em conta todos os factores da crise mundial, proponho que paremos agora a pensar nos diferentes aspectos de uma ecologia integral, que incorpore claramente as dimensões humanas e sociais".

Se tudo está relacionado, então a própria saúde humana depende da Terra e dos ecossistemas. Todas as instancias estão ligadas, para o bem e para o mal. 

Estas inter-relações sao importantes, todos nós estamos ligados entre nós e com a mãe Terra, por isso todas as leis e políticas criadas e aprovadas pelos governos deveriam ter em conta essas mesmas inter-relações porque muitas vezes as consequências não são imediatas e directas.

Quero ser optimista e pensar que realmente este é um acordo histórico, mas muito sinceramente parece-me que fica muito aquém das necessidades actuais. Há demasiados interesses no uso de combustíveis fósseis e há demasiadas empresas interessadas no lucro fácil, que não se preocupam com a qualidade dos produtos que vendem nem como estes chegam ao consumidor ou as consequências que pode ter no mesmo (vem-me à cabeça em especial Monsanto, mas isso ficará para um outro post).
Quero acreditar que o ser humano quer viver, que o instinto de sobrevivência é mais forte que a sede de poder...
Mas será realmente assim?

Não poderia deitar a minha cabeça na almofada todas as noite se não soubesse que faço os possíveis para ser o mais ecológica possível. Eu acho que estou neste mundo para torná-lo um pouco melhor e é isso que tento fazer todos os dias. Tenho esperança que o resto do mundo o faça também... Em 2016 e nos anos vindouros...

1 comentário:

Filipa Silva disse...

Também quero acreditar!