quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal

"Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
-Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
-Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
Mas, por que gritar quando a outra pessoa está a seu lado? Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
-Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:
Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?
O facto é que quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam de gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais alto terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre eles é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos que nem falam,s omente sussuram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:
-Quando vocês discutirem,não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta."

Mahatma Gandhi

Tenham este texto em conta e FELIZ NATAL

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mensagem aos (pouco) iluminados que se reuniram em Copenhaga

"O que a raça humana tem de extraordinário é o facto de evoluir em grupo. Gostamos de pertencer à manada.Vamos para onde a manada vai, e isso é algo de extraordinário porque fazer parte de uma manada é sentir o afecto da comunidade, enquanto que viver fora da manada é, de certa forma, rejeitar o afecto. O problema é que, enquanto vamos todos com a manada, nenhum de nós se preocupa com o rumo que a manada está a seguir.
Urge perceber qual é o rumo que a manada está a seguir, e urge fazê-lo depressa: qual o caminho que esta manada deve seguir agora?"

"Diante do túmulo de uma criança, alguém já desejou ter outro jogo de vídeo? Quando exalar o meu último suspiro, será que vou desejar ter tido mais bens materiais?
Acho que só vou desejar uma coisa. Ter amado melhor. Ter sido uma pessoa a melhor amar e não me ter abstraído com bens materiais ou objectivos de vida. Esta vida é demasiado curta e em breve terminará. Para que a utilizaremos?"

in Impacto Zero (Colin Beavan)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Impacto Zero

Estou a ler este livro e estou a gostar muito. Gosto especialmente porque mostra o esforço e as dúvidas que um cidadão comum e leigo em matéria ambiental tem de enfrentar para não prejudicar o ambiente.Também é muito interessante a reflexão sobre o estilo de vida que levamos actualmente e sensação de felicidade que obtemos de "coisas" que afinal não nos fazem assim tão felizes.

IMPACTO ZERO é um testemunho fascinante de um homem que decidiu viver durante um ano, em plena cidade de Nova Iorque, sem causar impacto no ambiente. Por outras palavras, tentou viver sem produzir lixo, sem poluir a água com toxinas, e sem usar coisas como elevadores, metro, ar condicionado, televisão, produtos embalados, detergentes e papel higiénico.

Não é intenção do autor proclamar aos quatro ventos que todos devemos prescindir de máquinas de lavar e copos de plástico. O que Colin Beavan nos propõe é que nos inspiremos no seu testemunho real e façamos uma reflexão sobre o nosso poder efectivo para ter impacto zero e, quem sabe, salvar o planeta.(in ABC livros)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Não vejo movimentos contra estes anúncios...

Embora considere que haja anúncios muito piores que o do Pingo Doce, não sou contra o movimento que tem havido contra o Pingo Doce, porque cada um tem direito à sua opinião.
O que me surpreende é que ninguém tenha ainda criticado estes anúncios que promovem o desperdício de energia, numa época em que promover a poupança é tão importante.
A única crítica que li até hoje foi no jornal i,podem ler aqui

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Concurso de Natal


Como se aproxima a época natalícia eu e a Nídia Nobre do blog RE.Bag! decidimos fazer um concurso que visa premiar a melhor decoração de Natal reciclada ou reutilizada.
Têm até 31 de Dezembro para mostrar a vossa criatividade.
As 2 melhores decors podem ganhar um dos sacos Adidas da foto:

Aqui fica uma foto da bela decoração natalícia obra da Nídia do passado Natal:















Enviem as vossas fotos para boramudaromundo@blogspot.com ou nidianobre@gmail.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cimeira de Copenhaga


Hoje iniciou a tão falada Cimeira de Copenhaga que irá decorrer até 18 de Dezembro.
Estão presentes 1200 delegados de 192 países.
Apesar de tudo o que dizem eu tenho alguma esperança nesta cimeira. Penso que o mundo finalmente percebeu que tem de agir JÁ!!! e já devia ter agido ONTEM! Se não forem tomadas medidas adequadas estamos a pôr em risco o futuro do planeta e das gerações vindouras. Será que alguma nação quer destacar-se e dizer que não vai ratificar ou cumprir o determinado (como é o receio de quase todos relativamente aos EUA)?
Penso que o Obama não vai arriscar-se a isso, afinal de contas até recebeu um Nobel da Paz...
No entanto, resta saber se os objectivos desta cimeira serão suficientemente arrojados para minimizar a catástrofe que se avizinha...
Tenho esperanças, mas certezas não...

Hoje, 56 jornais em 44 países dão o passo inédito de falar a uma só voz através de um editorial sobre a Cimeira de Copenhaga. Podem lê-lo aqui.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Cork House


A contenção de custos como a chave para a sustentabilidade de uma casa de férias familiar foi o ponto de partida do atelier Arquitectos Anónimos, do Porto.
A Cork House é revestida de aglomerados de cortiça e tem, no seu interior alguns trunfos ecológicos como um sistema simplificado de divisórias leves em painel de madeira reciclada com cimento ou as portadas perfuradas que permitem uma ventilação e uma iluminação mais eficazes.Pormenor importante: todos os materiais utilizados são de produção nacional.

in Visão Verde (edição nº870)
Foto retirada de Casa da Vizinha

sábado, 5 de dezembro de 2009

Pobreza preocupa mais os portugueses do que as alterações climáticas


Pobreza, falta de alimentos e de água potável são os principais problemas da actualidade, na opinião dos portugueses, que relegam as alterações climáticas para sexto lugar, depois dos conflitos armados, segundo uma sondagem hoje divulgada em Bruxelas.

No Eurobarómetro sobre atitudes face às alterações climáticas, apenas 28 por cento dos portugueses consideraram que estas são um dos problemas mundiais mais sérios, contra 47 por cento da média europeia (UE27). Três em cada quatro portugueses (75 por cento) responderam que a pobreza e a falta de comida e de água potável são a principal preocupação global actual (69 por cento na UE27).

Segue-se a disseminação de doenças infecciosas, com 39 por cento de respondentes portugueses (32 na UE27), o terrorismo internacional (37 em Portugal, 35 na UE27), uma quebra importante na economia global (31 em Portugal, 39 na UE27), e os conflitos armados (30 em Portugal, 29 na UE27). A proliferação das armas nucleares (11 em PT, 15 na UE27) e o aumento da população mundial (6 por cento em Portugal, 24 na UE27) são as questões menos valorizadas no inquérito.


Já a separação do lixo é a actividade de eleição dos portugueses que dizem agir contra as alterações climáticas, seguindo-se a poupança de energia e de água, segundo o Eurobarómetro hoje divulgado em Bruxelas. Segundo a sondagem, 71 por cento dos portugueses que dizem fazer algo pela luta contra as alterações climáticas separam o lixo, sendo a média europeia (UE27) de 78 por cento.

No campo dos transportes, apenas 8 por cento optam por ser amigos do ambiente deslocando-se a pé, de bicicleta ou de transportes públicos (28 na UE27) e só 9 por cento reduziram o uso do automóvel optando, por exemplo, pela partilha de viaturas (24 na EU27). Por outro lado, não foram além dos 4 por cento os que optaram por comprar carros que consomem menos combustível ou que são mais amigos do ambiente (20 na UE27).

A sondagem foi realizada entre 28 de Agosto e 17 de Setembro últimos, tendo sido feitas 26719 entrevistas pessoais em todos os Estados-membros da União Europeia, 1051 das quais em Portugal.

in Ecosfera Público

domingo, 29 de novembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

Prémio Faça a diferença


A Manuela, do blog Sustentabilidade é Acção premiou este blog mais uma vez com o prémio "Faça a diferença". Um muito obrigada à Manuela que tem feito um trabalho fantástico.

Tenho de dar continuação a este selo, como tal os blogues escolhidos são:

Ondas Verdes- Menos um carro

Futuro dos transportes

Verde Esperança

Re.bag!

sábado, 21 de novembro de 2009

Lisboa e Porto são focos de maior poluição em Portugal e na Europa


Não é necessário ler esta notícia para perceber isso. Em Lisboa a poluição atmosférica sente-se e isso é horrível...
Medidas exigem-se!!!!!!!!!

A capital portuguesa e a zona norte são das regiões com maior nível de poluição no país, mas também das mais poluídas da Europa.
Um estudo levado a cabo pela Agência Europeia do Ambiente (AEA), tendo por base amostras recolhidas em cerca de 2000 cidades revelou que Lisboa tem os segundos piores níveis de partículas inaláveis da atmosfera, entre as 27 capitais europeias.

Em primeiro lugar e com piores resultados está a Itália, tendo Roma o ar europeu mais poluído.
A nível nacional a zona mais preocupante é mesmo a capital, nomeadamente a Avenida da Liberdade.
Desde 2005 que Portugal ultrapassa o limite legal para a poluição atmosférica.
O excesso de carros em circulação é o principal causador deste problema português, principalmente por a maioria ter como combustível o gasóleo, o mais poluente para o meio ambiente.
Relativamente à Região Norte, as lareiras são apontadas como a causa na redução da qualidade do ar.
in Ambiente.Kazulo

sábado, 14 de novembro de 2009

2012- Ficção ou realidade?

Humanidade vai precisar de dois planetas em 2030

A notícia já não é nova, mas é bom lembrar...

Um planeta já não chega e o nosso “cartão de crédito ecológico” está a ficar sem saldo. Em 2030 a humanidade vai depender dos recursos naturais de dois planetas, algo que será “fisicamente impossível”.

O último relatório Planeta Vivo - da responsabilidade da organização WWF, Sociedade Zoológica de Londres e da Global Footprint Network estimava que só precisaríamos de dois planetas no longínquo ano de 2050. Agora estamos prontos para ultrapassar essa fronteira já em 2030.

Mathis Wackernagel, director-executivo da Global Footprint Network, diz que satisfazer esse nível de consumo será “fisicamente impossível” e que causará “falhas técnicas” nos ecossistemas que ameaçarão as bases económicas da sociedade. “A limitação de recursos e o colapso de ecossistemas vão fazer disparar os preços dos alimentos e da energia”, acrescentou para comentar o relatório que traça o estado da pressão humana no planeta e que a compara em 151 países.

Mas não é preciso esperar até 2030 para nos preocuparmos porque já estamos a viver acima das nossas capacidades desde os anos 80 do século passado. A realidade chega-nos através da nossa pegada ecológica.
A Terra está a demorar um ano e três meses a repor aquilo que usamos num ano.

“Esta situação pode manter-se durante algum tempo. Mas se continuar pode levar à liquidação dos bens ecológicos do planeta e à depleção das florestas, oceanos e solos agrícolas dos quais depende a economia”, disse Wackernagel.

in Publico.PT

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Planta combate poluição de escritório

Se o ar que respiramos na rua não é tão puro quanto deveria, o problema pode ficar ainda maior em ambientes fechados.

Dentro de casa, ou escritório, a qualidade do ar é bastante preocupante. Em algumas áreas, os ambientes fechados possuem até doze vezes mais poluentes que o ar externo.

Tintas, vernizes, adesivos, móveis, roupas, solventes, materiais de construção e até mesmo água encanada contém os chamados compostos orgânicos voláteis – uma lista que inclui benzeno, xileno, tricloroetileno entre outros.

As doenças associadas a pessoas expostas a esse tipo de poluente vão de asma e náuseas a cancro e problemas reprodutivos. Por isso, Stanley J. Kays, da Universidade de Georgia, na Grécia, liderou um estudo para testar se plantas ornamentais eram capazes de remover esses compostos do ambiente – já que, em países desenvolvidos, chega-se a passar até 90% do tempo em locais fechados.

Ele e sua equipa testaram 28 plantas comuns, cultivadas por oito semanas e depois aclimatizadas a um ambiente interno por três meses antes de serem colocadas em jarras de vidro de 10,5 litros fechadas. Elas foram expostas a benzeno, TCE, tolueno, octano e alfa-pineno.

Amostras de ar foram analisadas por três e seis horas depois da exposição e, de todas as plantas, quatro mostraram índices de absorção bastante altos para todos os compostos: a Hemigraphis alternata (Asa de barata), Hedera helix (hera), Hoya carnosa (flor-de-cera) e Asparagus densiflorus (aspargo pluma).

Já a Tradescantia pallida (trapoeraba roxa) mostrou eficiência ainda maior em apenas quatro dos compostos – benzeno, tolueno, TCE ealfa-pineno.

O estudo foi publicado na HortScience.

in InfoAbril