sábado, 5 de novembro de 2011

A economia da felicidade

Vivemos numa época de muita ansiedade. Apesar de uma riqueza total sem precedentes, existe uma enorme insegurança, agitação e insatisfação. Nos Estados Unidos, uma grande maioria das pessoas acreditam que o país está "no caminho errado". O pessimismo disparou. E o mesmo acontece em muitos outros locais do mundo.

Para contrariar este cenário, chegou a altura de repensar as origens básicas da felicidade na nossa vida económica. A implacável procura de rendimentos mais elevados está a provocar uma desigualdade e ansiedade sem precedentes, em vez de gerar mais felicidade e satisfação. O progresso económico é importante e pode melhorar, de forma significativa, a qualidade de vida mas apenas se for acompanhado pela busca de outros objectivos.

Neste aspecto, o Reino do Butão tem vindo a destacar-se. Há quarenta anos, o quarto rei do Butão, novo e acabado de chegar, fez uma escolha notável: o Butão deve preocupar-se com a "felicidade nacional bruta" e não com o produto interno bruto (PIB). Desde aí o país tem seguido uma visão alternativa e holística do desenvolvimento que dá ênfase não apenas ao crescimento económico mas também à cultura, à saúde mental, à compaixão e à comunidade.

Recentemente, dezenas de especialistas reuniram-se na capital do Butão, Thimphu, para analisar a experiência do país. Fui um dos anfitriões do encontro, juntamente com o primeiro-ministro do Butão, Jigme Thinley, um líder em matéria de desenvolvimento sustentável e grande defensor do conceito de "felicidade nacional bruta". O encontro teve lugar após a Assembleia-Geral das Nações Unidas ter emitido uma declaração em que pedia aos países que analisassem de que forma as políticas nacionais podem promover a felicidade nas suas sociedades.

Todos os especialistas que estiveram reunidos em Thimphu concordaram que é mais importante alcançar a felicidade do que o rendimento nacional. Analisamos a melhor forma de alcançar a felicidade num mundo caracterizado por uma rápida urbanização, pelos "mass media", pelo capitalismo global e pela degradação ambiental. Como pode a nossa vida económica ser reorganizada para recrear uma sensação de comunidade, confiança e sustentabilidade ambiental?

Aqui estão algumas conclusões iniciais? Primeiro, não devemos denegrir o valor do progresso económico. Quando as pessoas têm fome, não têm acesso às necessidades básicas, como água potável, cuidados de saúde e educação e não têm um emprego digno, sofrem. O desenvolvimento económico que alivia a pobreza é um passo vital para fomentar a felicidade.

Em segundo lugar, a busca incessante do PIB sem ter em conta outros objectivos não conduz à felicidade. Nos Estados Unidos, o PIB cresceu, acentuadamente, nos últimos 40 anos mas a felicidade não. Em vez disso, a busca única do PIB provocou elevadas desigualdades da riqueza e alimentou o crescimento de uma vasta subclasse, deixou milhões de pessoas na pobreza e causou uma séria degradação ambiental.

Em terceiro, a felicidade é alcançada através de uma estratégia equilibrada perante a vida, tanto dos indivíduos como das sociedades. Como indivíduos, somos infelizes se nos forem negadas as nossas necessidades básicas. Mas também somos infelizes se a nossa busca por maiores rendimentos substituir a nossa dedicação à família, amigos, comunidade, compaixão e equilíbrio interno. Como sociedade, uma coisa é organizar as políticas económicas de forma a aumentar os padrões de vida, outra, totalmente diferente, é subordinar todos os valores da sociedade à busca do lucro.

A política norte-americana tem permitido cada vez mais que os lucros empresariais dominem todas as outras aspirações: imparcialidade, justiça, confiança, saúde mental e física e sustentabilidade ambiental. As contribuições das empresas para as campanhas eleitorais minam, cada vez mais, o processo democrático, com a bênção do Supremo Tribunal dos Estados Unidos.

Em quarto lugar, o capitalismo global representa diversas ameaças directas à felicidade. Está a destruir o ambiente através das alterações climáticas e outros tipos de poluição, enquanto uma corrente implacável de propaganda da indústria petrolífera permite que muitas pessoas desconheçam esta situação. Está a enfraquecer a confiança social e a estabilidade metal, com a prevalência de depressões clínicas, aparentemente, a aumentar. Os "mass media" tornaram-se em locais de transmissão das "mensagens" corporativas. Os norte-americanos sofrem, cada vez mais, de vícios de consumo.

A indústria de "fast-food" usa óleos, gorduras, açúcar e outros aditivos para criar uma dependência pouco saudável dos alimentos que contribuem para a obesidade. Actualmente, um terço de todos os norte-americanos são obesos. O mesmo poderá acontecer no resto do mundo, a não ser que sejam restringidas práticas empresariais perigosas, como publicidade a alimentos pouco saudáveis e aditivos para jovens.

O problema não é apenas a alimentação. A publicidade contribui para outros vícios de consumo que implicam grandes custos para a saúde pública, entre eles, horas excessivas a ver televisão, jogo, uso de drogas, tabaco e alcoolismo.

Em quinto lugar, para promover a felicidade, precisamos de identificar muitos factores além do PIB que podem aumentar ou diminuir o bem-estar da sociedade. Muitos países investem na medição do PIB mas gastam muito pouco para identificar as causas da deterioração da saúde (como o "fast food" e o excesso de horas a ver televisão), a queda da confiança social e a degradação ambiental. Assim que entendermos estes factores, poderemos agir.

A procura louca pelos lucros empresariais está a ameaçar-nos a todos. Não há dúvida que devemos apoiar o crescimento económico e o desenvolvimento, mas apenas num contexto mais alargado que promova a sustentabilidade ambiental e os valores da compaixão e da honestidade necessários para a confiança social. A procura pela felicidade não deve ficar confinada ao belo reino montanhoso do Butão.

in Jornal de Negócios

Plastic State of Mind _Muito bom!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mensagem positiva do dia



E como diria o Gabriel o Pensador:
"Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!!

The official meatrix

Eu não sou vegetariana, mas estou perto de o ser. [Tentei em tempos, mas falhei...]
Como pouquíssima carne, mas tenho algum cuidado com a carne que como. Regra geral a que como é biológica ou proveniente de quintas que sei como os animais são tratados e alimentados.
No vídeo podem ver a dura e cruel realidade de como são tratados os animais que comemos...
E que tal refazer os seus hábitos alimentares?

domingo, 30 de outubro de 2011

Tai Chi


Para mudarmos o mundo temos de começar por nós próprios. Não há volta a dar. Se a "casa" não estiver arrumada será muito difícil ajudarmos os outros nas arrumação da deles e na dessa grande mansão que é o planeta Terra.
Algo que me ajudou a arrumar a minha foi o Tai Chi.
O Tai Chi ajudou-me no treino da paciência (e ainda ajuda porque o caminho é longo), ajudou-me a estar mais tranquila, a sintonizar e confiar no Universo.
Fisicamente também me ajudou imenso nas dores de costas que há tantos anos me assolam...
A mensagem que quero deixar é encontrem a vossa própria maneira de arrumar essa casa tão problemática que é a mente.
Penso que grande parte dos problemas do mundo se deve a essa desarrumação...

Imagem do dia

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Os padrões de consumo vão alterar

A crise económica que enfrentamos actualmente é extremamente complicada. Mas como todos os momentos complicados da vida,as crises ensinam-nos algo.
Quando vivemos sempre bem e felizes da vida, queremos sempre mais,não valorizamos o que temos.
Só quando enfrentamos períodos complicados é que podemos aprender e ficar gratos pelo que temos.
As crises pessoais, económicas acontecem porque algo não está bem,mas servem para nós aprendermos com elas. Quantas vezes olhamos para trás e percebemos que aquela "tragédia" foi afinal a melhor coisa que nos podia ter acontecido?
Este é o momento de analisarmos o nosso sistema económico,os nossos valores. Porque esta é definitivamente uma crise de valores.
As pessoas deixaram de olhar e preocupar-se com o próximo em detrimento do próprio umbigo.
Só o status e as aparências importam.Não existe trabalho nem preocupação com o interior,com o espiritual.Vivemos numa sociedade descartável. Descartam-se produtos, mas pior descartam-se pessoas. É este o mundo que queremos?
Para a sobrevivência do ser humano é necessário que os padrões de consumo se alterem.
E com eles também os padrões relacionais. Todas as nossas acções têm de ser sustentáveis,têm de ter em atenção o próximo. E isto não um discurso religioso porque eu não sou religiosa. Mas preocupo-me com as repercussões dos meus actos,essa deveria ser a máxima de todas as religiões...
Eu preconizo (já há muito tempo) uma alteração radical da sociedade. Penso que não estará tão longe quanto isso...
Deixo-vos para reflexão os 5 princípios do Reiki. Acredite-se ou não no poder do Reiki,são princípios muito úteis para se ser feliz:
  • Só por hoje:

Não se preocupe

Não se aborreça

Honre pais e mestres

Trabalhe honestamente

Seja gentil com todos os seres



domingo, 2 de outubro de 2011

Lojas biológicas

Descobri recentemente duas lojas de produtos biológicos em Lisboa que acho importante partilhar aqui.
A Miosótis e a Brio.
Ambas têm frutas e verduras, carne, peixe, leguminosas,congelados biológicos. Dispõem também de cosmética biológica.
Para mim isto é perfeito pois consigo na mesma loja adquirir quase tudo o que necessito para a minha casa no mesmo espaço.
Uma das coisas que me agradou foi a possibilidade de adquirir leguminosas,cereais, entre outros artigos a granel. Espectacular! É só colocar num saco de papel e trazer para casa. Poupam-se imensas embalagens !
Sim, os preços são bastante superiores aos dos produtos comuns.Mas para mim a saúde não tem preço pelo que não me importo absolutamente nada de gastar mais porque isso reflectir-se-á futuramente.
Para não gastar muito dinheiro opto pelos produtos a granel,uma vez que posso escolher a quantidade que necessito em detrimento dos embalados (que trazem sempre mais quantidade e como faço compras só para mim muita vezes estragam-se).
Estou a adorar estas duas lojas!
Mais informações:
http://brio.pt/
http://biomiosotis.blogspot.com/

sábado, 24 de setembro de 2011

Desosorizantes e alumínio


A problemática dos químicos que usamos nos nossos cosméticos já não é nova...
Mas quando existem estudos que relacionam uma substância e uma doença,talvez seja melhor acautelar-nos...
Existem estudos que apontam uma relação entre os desodorizantes (com alumínio) e o cancro da mama.Ver notícia aqui.
Ainda que os cientistas não consigam explicar bem esta relação, se ela existe, na minha perspectiva há que acabar com ela. Tal como muitas outras esta não é uma relação que interesse às mulheres.
Como tal, optei por escolher um desodorizante sem alumínio.
A escolha não foi assim tão fácil. Felizmente já existem vários no mercado, mas nem todos funcionam comigo.
O da imagem comigo funcionou,mas se estiverem interessadas, nas lojas de produtos biológicos há diversas marcas que podem experimentar.
Em conversa com amigas e numa procura na internet,cheguei à conclusão que há quem opte por soluções ainda mais ecológicas como o bicarbonato de sódio ou o leite de magnésio.
Quem usa garante a sua eficácia, eu ainda não experimentei pelo que não me posso pronunciar.
Se alguém quiser relatar a sua experiência,força!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Roupas com substâncias tóxicas


Vestígios de substâncias químicas tóxicas, susceptíveis de afectar os órgãos reprodutivos de seres vivos, foram detectados em produtos de catorze grandes fabricantes de vestuário, anunciou a Greenpeace.

Entre as marcas colocadas em causa por esta organização não-governamental (ONG) de defesa do ambiente figuram a Adidas, a Uniqlo, a Calvin Klein, a Li Ning, a H&M, a Abercrombie & Fitch, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren.

A Greenpeace comprou em 18 países várias peças de vestuário destas marcas, fabricadas na China, no Vietname, na Malásia e nas Filipinas e posteriormente submeteu os têxteis para análise.

«Éthoxylates de nonylphénol (NPE) foram detectados em dois terços destas amostras», explicou numa conferência de imprensa em Pequim Li Yifang, durante a apresentação do relatório «Dirty Laundry 2 (Roupa suja 2)».

Os NPE são produtos químicos frequentemente utilizados como detergentes em numerosos em processos industriais e na produção de têxteis naturais e sintéticos. Derramados nos esgotos, decompõem-se em nonylphénol (NP), um subproduto muito tóxico.

«O nonylphénol é um perturbador hormonal», sublinhou Li Yifang, precisando que a substância pode contaminar a cadeia alimentar e pode acumular-se nos organismos vivos, ameaçando a fertilidade, o sistema de reprodução e o crescimento.Link

«Não é apenas um problema para os países em desenvolvimento, onde são fabricados os têxteis. Como quantidades residuais de NPE são libertadas quando o vestuário é lavado, os produtos são derramados em países onde o seu uso é proibido», insistiu Li Yifang.

in TVI24

Também a roupa é fonte de poluição e doenças.

Conheço muito pouco do que se faz de roupa biológica, mas se alguém souber diga.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ice tea

Mais uma vez deparei-me com o facto de ser uma pessoa muito doida!
Sabem como faço ice tea?Faço chá (de ervas) e ponho no frigorífico.
Sem embalagens e muito barato!
Mas também muito fora daquilo a que estamos habituados.
Qualquer dia internam-me!





Bicicleta reversível

Bergmönch from Thomas Kaiser on Vimeo.