domingo, 30 de setembro de 2007

O lixo pode ser luxo


Alguma vez pensou que as garrafas de plástico que deposita no caixote do lixo podiam entrar na composição de um casaco assinado por Nuno Gama? O Rejacket é uma das 15 criações na REMADE IN Portugal, uma exposição de ecodesign, feita para promover a reciclagem. Tem paragem em Lisboa e no Porto.

A exposição REMADE IN Portugal - que foi inaugurada no passado dia 28 na Estufa Fria, em Lisboa, de onde partirá para Serralves, no Porto, a partir de 19 de Outubro - está aí para provar isso mesmo. São 15 os designers e arquitectos portugueses que apresentam criações feitas com material reciclado. A partir do lixo que vai parar aos caixotes domésticos, nuns casos, e de resíduos industriais, noutros.
O sinal de que o ecodesign é mesmo para levar a sério é que os produtos em exposição vão ser produzidos em série para serem comercializados nas lojas. A preços mais baixos que o habitual, ou não fosse o despertar da "consciência verde" entre os consumidores o principal objectivo da iniciativa. "Queremos mostrar às pessoas que existe uma segunda vida para o lixo que produzem.

No endereço www.matrec.it encontra-se tudo sobre materiais obtidos pela reciclagem e as empresas que os produzem. Por outro lado, o projecto REMADE IN está a desenvolver, em colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente, um rótulo verde que irá certificar as peças feitas com material reciclado. "São incentivos para as pessoas pensarem mais verde", conclui Cremascoli.
E, você, já olhou bem para o seu caixote do lixo?

REMADE IN Portugal

LISBOA Estufa Fria. Parque Eduardo VII. De 28 de Setembro a 5 de Outubro. Tel. 213882278. Das 10h às 21h. Bilhetes a 1,5 euros até às 16h, entrada gratuita a partir dessa hora
PORTO Casa de Serralves
De 19 a 31 de Outubro. Tel. 226156593. Das 10h às 19h

in Público

Praxe original


Esta é uma praxe que tem tanto de original como de útil e que eu sugeria que todos os estabelecimentos de ensino superior adoptassem pelo menos um dia deste tipo de praxe.

Foi um dia diferente e muito mais agradável para os novos alunos da Escola Superior de Tecnologias e Gestão de Beja (Estig).
Surpreendidos pelo que os poderia esperar, foram conduzidos pelos estudantes mais velhos da Estig para a mata municipal, onde lhes foram distribuídas luvas de borracha, uma máscara para o pó e um saco de plástico para que deixassem limpo da porcaria o que a falta de civismo deixou num lugar aprazível.

Os 50 novos alunos não fizeram cara feia à praxe que lhes acabava de ser aplicada e que contrastava radicalmente com a que os outros estabelecimentos de ensino na cidade de Beja realizam na abertura do ano escolar. Acompanhados de um veterano, cerca de 80 pessoas (estudantes novos e velhos) rapidamente encheram de lixo os sacos pretos de plástico disponibilizados pela câmara.
"Nós também temos todo o gosto em participar activamente na prestação de um serviço público", realçou Pedro Crujo, enquanto uma das caloiras que acompanhava considerou "original" esta forma de praxe. Admitiu que o exemplo possa fazer escola quando for a sua vez de integrar os caloiros. "Além do mais, é uma forma concreta de ajudar a cidade [a manter limpo um espaço que é dedicado ao lazer e à prática do exercício físico]", realçou por seu turno Marisa Coelho, que vai cursar Turismo. Isso era confirmado pelo número de praticantes de marcha, corrida ou ginástica.

Acabada a recolha, os apanhadores de lixo depositaram os sacos e os chamados "monstros domésticos", como colchões, tijolos, teclado de computadores, embalagens de plástico, etc., num local acordado com a Câmara de Beja, que colaborou com os estudantes nesta nova forma de praxar os caloiros.

in Público

sábado, 29 de setembro de 2007

Limpar o mundo


Estudantes universitários carregam sacos de plástico cheios de lixo, durante a campanha Limpar o Mundo, em Hatillo, perto de São José, Costa Rica. O Governo colaborou com organizações ambientalistas para formar uma equipa de voluntários para limpar e preservar vários locais, numa luta contra os impactos das alterações climáticas.

Foto: Juan Carlos Ulate/Reuters

in Ecosfera Público

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Para quem considera que o aquecimento global não o afecta

Ele tem razão,tem de ser uma abordagem drástica

“Acreditamos que não vamos conseguir salvar o planeta com as abordagens tradicionais como o Protocolo de Quioto ou as energias renováveis”.


James Lovelock, BBC News, 26-09-2007

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Inscreva-se em projecto europeu para poupar energia em casa


Seja uma das 200 famílias participantes no projecto europeu EchoAction, promovido pela Agência Municipal de Energia de Sintra em conjunto com outras agências de seis países, para poupar energia em casa.

O objectivo do projecto, financiamento em 50 por cento pela União Europeia, é promover o desenvolvimento sustentável e o uso racional de energia no sector doméstico.

Para isso será criado um grupo voluntário de famílias que queira reduzir a factura energética em casa e nos transportes. O total do projecto abrange duas mil famílias; em Portugal serão 200.

Os consumos, que serão analisados antes, durante e no final do projecto, serão reduzidos através de alterações de comportamento no dia-a-dia e através de pequenas intervenções na habitação.

Os interessados devem morar nos concelhos de Sintra, Oeiras, Cascais, Lisboa, Amadora, Odivelas, Loures e Mafra.



Contactos:

Telf: 21.928.12.41

Email: echoaction@ames.pt


in Ecosfera Público

sábado, 22 de setembro de 2007

Estatística e Reciclagem


De acordo com os dados do estudo do Consumidor da Marktest,três em quatro portugueses dizem fazer a separação do lixo em casa.A faixa etária entre os 45 e os 54 anos é a que se dedica mais à reciclagem.
Tenho algumas dúvidas sobre este estudo.Será que reciclam ou dizem que o fazem?Huumm...

in Marktest

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Castelo Branco já tem oleão


Depois do vidrão, do papelão e do pilhão os albicastrenses podem juntar mais uma palavra ao dicionário do ritual da reciclagem: o oleão. É este o nome com que foram baptizados os dez pontos de recolha de óleos usados que os Serviços Municipalizados de Água, Saneamento e Resíduos Sólidos de Castelo Branco acabam de espalhar pela cidade. Os oleões são contentores para a recolha de óleo usado, mas apenas para aquele que é usado na alimentação. O objectivo é evitar que a população continue a utilizar o esgoto como vazadouro para este tipo de resíduos, uma prática que é pouco amiga do ambiente, mas não só. Quando o óleo é derramado no esgoto, o destino é quase sempre as estações de tratamento de águas residuais, que não estão preparadas para tratar este tipo de resíduo. Como se isso não bastasse, estes resíduos podem provocar a avaria das mesmas, aumentando os custos de manutenção.

Em Castelo Branco calcula-se que mais de 747 mil litros de óleos alimentares usados são deitados no esgoto.

in Reconquista

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O ar que respiramos...


Duas chaminés lançam fumo numa central de produção energética em Chongqing, no Sul da China. O Governo chinês pretende investir 265 mil milhões de dólares (193 mil milhões de euros) em energias renováveis até 2020 para melhorar a qualidade do ar do país.

Foto: Stringer/Reuters

in http://ecosfera.publico.pt/

sábado, 15 de setembro de 2007

Nestlé poupou 55 milhões de água em 2006


A Nestlé conseguiu poupar, no ano de 2006, 47 mil milhões de litros de água, e a Nestlé Waters 8 mil milhões de litros. Segundo o relatório da companhia sobre gestão de água, os números dizem respeito aos recursos hídricos que a Nestlé não utilizou devido à maior eficiência do consumo nos seus processos de produção.

Desde 2002, a companhia (excluindo a Nestlé Waters) reduziu a água utilizada por quilograma de produto em 27 por cento. A Nestlé Waters conseguiu uma redução de 30 por cento, ou seja, diminuiu a quantidade de água adicional necessária para produzir um litro de água engarrafada de 1,22 para 0,86 litros.

A Nestlé gasta anualmente 18,4 milhões de euros na construção e ampliação de estações de tratamento de águas residuais nas suas fábricas, e está neste momento a investir na certificação de acordo com a norma ISO 14001 de todas as fábricas até 2010.


in Portal do Ambiente

Reutilização de pneus




in Terra Alerta

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Projecto Reutilândia



Mais de 16 mil objectos doados aos mais carenciados e cerca de 14 visitantes por dia são os resultados do primeiro aniversário do projecto Reutilândia da Câmara Municipal de Sintra.

O sucesso do projecto levou a autarquia a instituir a data de 14 de Junho como o Dia Municipal da EcoSolidariedade com o objectivo de "gerar acções, projectos e iniciativas que contribuam para um melhor ambiente no Concelho, aliando a vertente ambiental e social", refere a Câmara Municipal de Sintra, em comunicado.

A Reutilândia consiste num autocarro de 13 metros que acolhe objectos, como vestuário, electrodomésticos e brinquedos, e os distribuiu em todas as freguesias de Sintra.

"Trata-se de promover a reutilização de recursos, ajudando quem mais precisa, ao mesmo tempo que reduz a produção de resíduos", adianta a autarquia.

De acordo com a Câmara Municipal de Sintra, o segundo ano da Reutilândia vai consistir em roteiros alternativos, deslocando-se o autocarro, nos próximos meses de Junho, Julho e Agosto, aos bairros carenciados em horários mais acessíveis ao quotidiano das pessoas.

Outra das novidades do projecto é a criação de roteiros escolares que passa pela deslocação do autocarro às escolas do Concelho, entre Setembro de 2007 e Junho de 2008, para acções de sensibilização mas também para recolha e distribuição de objectos.

No primeiro ano de Reutilândia, Algueirão-Mem Martins, Massamá e Cacém foram as freguesias que mais objectos doaram.

É um projecto notável não só porque promove a REDUÇÃO de resíduos,que é tão ou mais importante que a reciclagem,mas também um projecto muito interessante do ponto de vista social.

in Sapo

sábado, 8 de setembro de 2007

Consumidores com prioridades trocadas


Os grandes fabricantes que marcam presença na IFA 2007, que decorre em Berlim, exibiram as suas credenciais ecológicas em vão. Segundo a Reuters, a maioria dos consumidores está mais interessada em ecrãs maiores e mais brilhantes.


Marcas como a Philips, Sharp e Fujitsu-Siemens tentaram aliciar os utilizadores com equipamentos de menor consumo, métodos de produção amigos do ambiente e com a reciclagem. A Philips, o maior fabricante europeu de electrónica de consumo, utilizou mesmo um logótipo verde certificado nos seus produtos energeticamente mais eficientes.

A Sharp, o maior produtor mundial de células solares, enfatizou o facto dos seus televisores LCD oferecerem um desempenho ambiental "sem precedentes".

Por seu turno, a Fujitsu-Siemens lançou os seus primeiros computadores pessoais verdes para consumidores finais - os Scaleo Green PC - que aumentam a eficiência energética, reduzem o ruído e incluem uma motherboard sem halogénio.

Esta última empresa citou, inclusive, um estudo da Greenpeace, que coloca as preocupações ambientais em terceiro lugar nas prioridades dos consumidores, atrás da relação qualidade-preço e da marca.

No entanto, a maioria dos visitantes da IFA parece bastante desinteressada ou até confusa quando questionada acerca da importância das preocupações ambientais nas suas opções de compra.

Quando é que o ambiente e não a futilidade será a preocupação número 1 das pessoas??

in MKTONLINE.NET


Boa iniciativa da Coca-Cola


A Coca-Cola em Inglaterra será o primeiro anunciante a veicular publicidade em outdoors recicláveis da JCDecaux.

As peças utilizam um tipo de vinil que pode ser reciclado.

A fabricante de refrigerantes fechou um acordo multimilionário com a empresa de media exterior, para formatos tradicionais e painéis de grandes dimensões.

in MKTONLINE.NET

Portugal aumentou emissão de gases perigosos



Portugal é dos países europeus que mais aumentou a emissão de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2005, segundo o relatório anual da Agência Europeia do Ambiente. O documento, divulgado anteontem, avança ainda que o nosso país poderá aumentar estes gases em 27%, entre 2008 e 2012, relativamente aos valores registados em 1990.

Em 2005, Portugal já registava em relação ao ano de 1990 um acréscimo de 40,4%, valor só ultrapassado por Espanha, com 52,3%; Malta, com 54,8%; e Chipre com 63,7%. No entanto, Malta eChipre não têm uma meta de Quioto para cumprir. Só em 2005, Portugal emitiu 85,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono, o principal gás responsável pelo aquecimento global.

Diferente do panorama nacional, a média europeia está claramente a aproximar-se do objectivo de Quioto. Entre 1990 e 2005 a Europa dos 27 conseguiu reduzir a emissão destes gases em 7,9% e na Europa dos 15 a diminuição foi de 1,5%.

De acordo com o protocolo, no período entre 2008 a 2012, a Europa está obrigada a reduzir estes gases com efeito de estufa até 8%.

Quioto entra em vigor pelo primeiro ano em 2008. No entanto, as Nações Unidas começam já a discutir as novas metas para o período pós-Quioto. Em Dezembro próximo, em Bali, decorrerá uma conferência internacional destinada a avançar com medidas nesse sentido.

in Jornal de Notícias